O Yoga e o Veganismo | Another Year, Lots of New Dreams ॐ


A poucos dias do final do ano, não faltam artigos, inspirational quotes e imagens a correr na Internet sobre as tão conhecidas (e previsíveis) "resoluções de ano novo". Para mim, não passam de frases feitas, na sua grande maioria. Não estou com isto a dizer que algumas delas não façam parte da minha "wish list". Mas será que precisamos de chegar ao último dia do ano para decidirmos que queremos ser felizes, saudáveis, perder peso, mudar de trabalho, ter filhos, ou o que quer que seja que faça sentido para nós?! 

Para mim, este é um processo diário e contínuo. Um caminho que podemos (e devemos) percorrer todos os dias. Se desejo mudar algo na minha vida hoje, não vou esperar que uma dúzia de passas de uva me tragam uma motivação maior para o fazer. 

O texto que se segue não fala por isso de resoluções de ano novo, mas tem como objetivo inspirar-vos a irem atrás dos vossos "sonhos", hoje. Não tendo sido escrito por mim, reflete aquilo em que acredito, sem mudar uma vírgula. A união da alimentação vegan (o meu mundo) com a prática de yoga (o mundo do Nuno) e com o veganismo (o mundo de ambos), que num futuro próximo irá resultar num projeto em conjunto que estamos HOJE a desenvolver. 

Podia apresentar-vos o Nuno Filipe como professor de yoga, mas isso seria restringir um ser humano a um título ou rótulo, algo que para mim não faz qualquer sentido. Prefiro assim que o conheçam da melhor maneira possível, com aquilo que ele escreve, que traduz verdadeiramente aquilo que ele é...



O Yoga e o Veganismo
by Nuno Filipe

Tentar contextualizar o vegetarianismo / veganismo com a prática de Yoga é tão complexo como a prática em si. Tentar fazê-lo de forma a que quem nunca tenha tido contacto com a filosofia e tradição do yoga consiga entender com clareza, é duplamente complexo.
Por isso quando “A Cozinha Verde” me pediu um pequeno texto sobre a ligação entre o yoga e alimentação que escolhemos para nós, a minha primeira pergunta foi “define pequeno?!”



































Tirando o elefante da sala logo de início, nem todos os praticantes de Yoga são vegetarianos. Acredito que todos devemos caminhar no caminho mais positivo da nossa prática de Yoga e na interpretação que fazemos dela, e perder tempo a encontrar falhas ou desacreditar outras pessoas e as interpretações delas é algo a que não nos podemos – nem devemos - dar o luxo.
Dito isto, acredito também que um praticante consciente adopta o vegetarianismo como consequência do processo de compreensão da realidade da vida e do papel que a sua presença exerce no mundo. Assim o praticante consciente, aprende que a realização espiritual e a verdadeira felicidade somente são possíveis se os nossos pensamentos, sentimentos e ações estiverem em harmonia.

As posturas e técnicas básicas de uma prática de Yoga não são fáceis de aprender. Do mesmo modo que repensar e reeducar a nossa alimentação também não o é. A partir do momento em que enveredamos por qualquer um dos caminhos – ou de ambos – rapidamente nos apercebemos que existe um rigor anexo a essa educação, e que não existe mesmo forma de contornar esse rigor. Teremos de nos sacrificar e arriscar ir além dos nossos limites pré-concebidos, e nisso existe sempre um elemento de incerteza e de perigo. “será que vou cair na postura?” ou “será que estou a consumir todos os nutrientes que preciso?”.  Numa época de pessoas privilegiadas e resultados rápidos isto não são boas notícias: não há um atalho ou uma estrada sem buracos. É preciso discernimento, disciplina, compreensão e compaixão.

Contextualizando:

Todos estamos familiarizados com a palavra “karma”.
A grande maioria de nós entende-a como as simples consequências das nossas ações. No entanto, simplesmente por existirmos neste mundo, também partilhamos karma com as nossas famílias, comunidades e com o nosso planeta e todos os seus habitantes.
Na filosofia do Yoga, o mundo em que existimos é um onde devemos pagar a nossa dívida kármica. Isto é visto como sofrimento. O verdadeiro significado do Yoga é muito mais que o comum estereótipo de “iluminação”; é o fim de todo o sofrimento e “ignorância” (Avidya, a ignorância sobre o conhecimento que leva ao sofrimento) e não apenas o nosso.
Pagar a nossa dívida Kármica seria bastante mais fácil se não estivéssemos continuamente a acumular karma. Tal como Krishna disse a Arjuna no Bhagavad Gita  “Aqueles cujo apego é o de recompensas pessoais, colhem as consequências das suas ações: algumas agradáveis, outras desagradáveis, algumas um pouco de ambos os sentimentos. Aqueles que renunciam ao desejo de recompensas pessoais, irão além do alcance do karma”.
Colocado de forma simples, fazemos o que temos de fazer porque tem de ser feito, e fazêmo-lo sem qualquer expectativa.

E do karma passamos ao dharma.
Dharma significa “aquilo que mantém unido”.
No plano humano, dharma pode ser considerado como “fazer a coisa certa”.
Esta compreensão sobre o karma e dharma é essencial para podermos integrar na nossa vida os Yamas e os Niyamas. E perguntam vocês o que são os Yamas e Niyamas? Ora, Yamas e Niyamas são como um código de conduta para o praticante de Yoga sobre como fazer melhores escolhas. Todos queremos fazer boas escolhas certo? Mas ao invés de ser um código assente na repressão e controle, estes aspectos da prática baseiam-se na coerência, motivação e coordenação dos nossos esforços para podermos fazer melhores escolhas a cada momento.


De entre os Yamas e Nyamas, encontramos Ahimsa. Mais conhecido como “não-violência”. Existem duas dimensões diferentes na prática da não-violência, que estão intrinsecamente ligadas: uma pessoal e uma social. A primeira tem a ver com a forma como nos relacionamos connosco e com a nossa prática pessoal de Yoga. A segunda tem a ver com a maneira em que vivemos a vida em sociedade, com nossa família, nossos amigos, vizinhos ou colegas de trabalho.

Geralmente, a questão da opressão animal é abordada apenas em termos de compaixão e preconceito: os animais são explorados e destruídos, simplesmente porque os vemos como sub humanos e estamos dispostos a abusar deles para satisfazer a nossa ganância e paladar. Mas talvez o problema vá um pouco mais fundo do que mera crueldade e avareza. No nosso contexto social atual, não são apenas os animais que são explorados - é tudo e são todos, de terras de cultivo a florestas, a agricultores e empregados de loja. A opressão dos animais é mais evidente pois envolve o assassinato de seres vivos, mas não são apenas eles os escravizados pela nossa sociedade, é tudo, nós mesmos incluídos. Sem uma compreensão de como e porquê o nosso sistema económico e social nos leva a constantemente dominar, explorar e oprimir tudo, não seremos capazes de acabar a violência contra os animais e ambiente, ou pelo menos de uma forma significante e a longo prazo. Diariamente, somos encorajados a questionar como podem os animais, as pessoas e o ambiente, ser usados como recurso na competição diária da nossa vida. Esta é uma das razões pela qual considero que Ahimsa para com os animais é indivisível da mesma não-violência que precisamos de praticar com nós mesmos.
Tudo vale no jogo da exploração, e se não exploramos algo com o intuito de ficar na mó de cima - de acordo com as exigências que nos são impostas sob o disfarce de livre arbítrio - alguém o irá fazer por nós, e muito provavelmente utilizá-lo para nos explorar de volta. Este é um pensamento tão cruel e violento que aqueles que se apercebem disto, não têm qualquer receio em maltratar humanos e animais, porque acreditam que a alternativa é serem eles mesmos alvo dessa violência.

O praticante de yoga que abraça ahimsa e adopta o vegetarianismo/veganismo reconhece o valor dos animais não humanos, um valor que não pode ser calculado por economistas, apenas medido pela compaixão humana. Apenas uma perspectiva e estilo de vida com base na verdadeira compaixão consegue destruir os arquétipos opressivos e violentos da nossa sociedade presente e auspiciar em desenvolver novas realidades, novos relacionamentos, com a forma como tratamos os animais que partilham o Mundo connosco. É surrealista pensar que uma sociedade que oprime animais não humanos seja alguma vez capaz de se tornar uma sociedade que não oprima humanos.

A libertação animal e o fim da violência para com todos os seres (isto inclui a violência que praticamos para com nós próprios) é uma colectânea de processos internos. Talvez possamos aprender acerca de nós mesmos na forma como tratamos os animais. Devemos começar por reavaliar como a vida deve ser para humanos e animais de igual modo, e de como tornar ambas as existências significantes e preenchidas.














O yogi vegan não é sinal de iluminação. Tal como não existe um teste que possa ser aplicado ao ser humano para determinar o seu grau de espiritualidade, tão pouco podemos considerar que a dieta signifique alguma coisa em termos de progresso pessoal e espiritual. Se trocarmos os nossos condicionamentos por outros, como a tendência de julgarmos os demais ou de nos considerarmos superiores, então poderemos não estar a praticar com a atitude correcta, de mente equânime e coração aberto. Quando caminhamos por um caminho de evolução pessoal e social, é importante que não nos deixemos cair na teia pegajosa da arrogância. Os resultados poderão não ser tão imediatos mas serão mais duradouros com toda a certeza.
Tirem-nos o Amor, e o nosso mundo é um túmulo.

LOKAH SAMASTAH SUKHINO BHAVANTHU

"Que todos os seres sejam felizes e que meus pensamentos, palavras e atos contribuam para a felicidade de todos os seres"


*Palavras como Yama, Nyama, Ahimsa, Bhagavad Gita, sofrimento e ignorância,  etc podem causar confusão a quem nunca as leu. Por favor sintam-se na liberdade de me escreverem para qualquer dúvida! 

O meu nome é Nuno, sou aluno, estudante e professor de Yoga.
Podem encontrar-me aqui www.facebook.com/sacredyogajourney e falar comigo por aqui: indefenseofreality@gmail.com




Beringela no forno com molho de Miso e Sésamo tostado






Este molho de miso faz-se num minuto, e é absolutamente maravilhoso. E a combinação com a beringela no forno e as sementes de sésamo tostadas... Oh my God!! O melhor é experimentarem e comprovarem por vocês mesmos.

...
Serve 4 pessoas
Tempo de preparação: 40 minutos


Ingredientes

2 beringelas bio
Azeite extra virgem bio
4 colheres (chá) de açúcar mascavado ou de coco
2 colheres (sopa) de pasta de miso (sweet white miso)
2 colheres (sopa) de vinagre de arroz
Sementes de sésamo a gosto


Preparação

Corte as beringelas ao meio e dê-lhes vários golpes na polpa. Coloque-as num tabuleiro, viradas para cima, e regue-as com azeite.

Leve ao forno, pré aquecido a 200º, durante 30 minutos.

Entretanto, numa taça, junte o açúcar mascavado ou de coco, o vinagre de arroz e a pasta de miso e misture tudo muito bem. Reserve.

Retire as beringelas do forno e pincele-as com o molho de miso. Leve novamente ao forno, 5 a 10 minutos.

Entretanto, coloque as sementes de sésamo numa frigideira (sem gordura) e deixe-as tostar por uns minutos, com cuidado para não queimarem (em alternativa, pode tostá-las no forno).

Polvilhe as beringelas com as sementes de sésamo tostadas. Servir como entrada ou acompanhamento.


Sobre o Miso



O miso é uma pasta de soja fermentada, produzido a partir dos feijões de soja cozidos e misturados com outros cereais. Após a fermentação dos grãos, a mistura é salgada, obtendo-se uma pasta espessa e nutritiva. É um excelente condimento em vários pratos.

A consistência do miso é pastosa e a cor varia entre o bege claro e o castanho escuro, passando por toda uma gama de cores intermédias. O sabor é intenso e relativamente salgado, assemelhando-se a avelãs. O miso de cor clara é, normalmente, menos salgado e de sabor menos intenso do que o mais escuro.


Devido ao processo de fermentação a que é sujeito, o miso é um alimento vivo (tal como o iogurte) que contém bactérias e fermentos vivos, facilmente assimilados pelo organismo, e muito benéficos para o equilíbrio da flora intestinal.

Concentrado em energia, possui muita da riqueza proteica dos feijões de soja. Contém igualmente fitonutrientes como as isoflavonas, presentes nos feijões de onde é originado.

Passatempo Zomato - Jardim dos Sentidos














Na sexta-feira passada (14/11) fui jantar com uma amiga ao Jardim dos Sentidos. Entrar ali é uma verdadeira experiência para os sentidos. :) O espaço, intimista e zen, convida-nos a perder-nos no tempo por algumas horas, tanto que fomos as últimas clientes a sair naquela noite.

Pessoalmente adoro espaços assim, onde a experiência não se fica apenas pela comida, mas também por todo o ambiente em redor. A esplanada fechada, a fazer lembrar um jardim interior é um dos pontos altos do restaurante. A comida é muito boa e os pratos têm uma excelente apresentação.

Escolhi como prato principal o Ratatuille do Chefe (vegan), um estufado de legumes com molho de tomate equilibrado com pera em torre de bolachas crocantes de beringela. acompanhado com vinagrete de ervas aromáticas, arroz e salada. A beringela panada foi sem dúvida uma boa surpresa e deu aquele "toque" especial ao prato. A propósito, eu e a beringela temos uma relação especial. :)

Gostei imenso da simpatia e atenção dos funcionários e senti-me muito bem recebida. E tenho a agradecer o telemóvel emprestado por um dos funcionários para fazer o registo fotográfico daquela noite, que de outra forma não seria possível.

Uma experiência a repetir, e sem dúvida a recomendar.






































E porque as coisas boas são para ser partilhadas, em parceria com a Zomato, A Cozinha Verde tem para vos oferecer um convite para jantar (ou almoçar) no restaurante Jardim dos Sentidos, para duas pessoas!

Para se habilitarem a ganhar, basta seguirem estes passos:

- Registarem-se no site da Zomato https://www.zomato.com/pt
- Seguirem o meu perfil no site https://www.zomato.com/pt/acozinhaverde
- Partilharem este passatempo numa rede social (Facebook, Instagram ou blog)
- Preencherem este formulário, até dia 26 de Novembro às 23h59

E embora não seja obrigatório para participar, se a esta altura ainda não fizeram "gosto" no perfil de Facebook da A Cozinha Verde, ainda vão a tempo ;)

É válida mais do que uma participação por perfil, durante o tempo em que estará a decorrer o passatempo (uma participação por dia, no máximo).

O vencedor será seleccionado aleatoriamente através do site random.org e anunciado na página de facebook o blog no dia 28 de Novembro. Será também contactado por email para fornecer a morada para envio do voucher.

O voucher tem validade até 31 de Janeiro.

Boa sorte!

World Vegan Day + Receita Trufas de Alfarroba



1 de Novembro. Hoje comemora-se o dia internacional do veganismo. Felizmente, esta palavra é cada vez menos estranha nos dias que correm, mas ainda assim muitos desconhecem as verdadeiras motivações de alguém que decide ser vegan, ou não sabem bem como passar à prática.

Por esse motivo, hoje, para além de vos trazer mais uma receita livre de ingredientes de origem animal, para vos mostrar como é boa (e saudável) esta alimentação, deixo-vos também alguns artigos que tenho vindo a escrever sobre o tema do veganismo, para ajudar quem está a começar, ou quem não conhece bem mas tem algum interesse (ou curiosidade) neste estilo de vida.

Artigo "O que é um vegan?" para Sapo Saúde
A dieta que mudou a minha vida
Entrevista para o blog Not Guilty Pleasure
in Revista Prevenir Novembro 2014




Trufas de Alfarroba 

























(A alfarroba funciona muito bem nesta receita por ser doce, e ter um sabor semelhante ao chocolate, mas pode ser substituída por cacau cru, em menor quantidade e ajustando a quantidade de geleia de arroz.)
-
sem açúcar
rende aproximadamente 20 trufas
tempo de preparação: 20 minutos


Ingredientes
1 cup (chávena) de avelãs, demolhadas na noite anterior
12 tâmaras, demolhadas na noite anterior
2 colheres de sopa de óleo de coco
2 colheres de sopa de geleia de arroz
6 colheres de sopa de alfarroba em pó
Alfarroba em pó q.b. (topping)


Preparação:

Colocar as avelãs previamente demolhadas num processador de alimentos e picar até obter uma farinha grossa. Juntar as tâmaras e continuar a picar.

Adicionar o óleo de coco, a alfarroba em pó e misturar bem no processador até formar uma pasta. Moldar pequenas bolinhas com as mãos e passar na alfarroba em pó.

Levar ao frigorífico antes de servir, entre 30 a 60 minutos.


Nota: As trufas podem ser congeladas.

Bolo Natural de Cacau



























Sem glúten, sem açúcar, sem farinha
Rende 1 bolo com cerca de 15 fatias
Tempo de preparação: 90 minutos

Ingredientes
3 cups (chávenas) de amêndoas e cajus sem sal triturados
1/2 cup (chávena) de cacau cru em pó
2 colheres de chá de fermento sem glúten
2 bananas maduras
1 vagem de baunilha
1/2 cup (chávena) de óleo de girassol não refinado, prensado a frio (ou óleo de coco)
1/2 cup (chávena) de leite de amêndoas natural (não açucarado)
5 colheres de sopa de Geleia de Arroz

Como preparar:

Pré-aquecer o forno a 180º.

Num processador de alimentos/robot de cozinha, triturar as amêndoas e os cajus durante uns minutos.

Numa taça grande, misturar esta farinha de amêndoas e cajus com o cacau e o fermento.

Esmagar as bananas e juntar à taça, juntamente com o óleo de girassol ou de coco, o leite de amêndoas, a geleia de arroz e as sementes da vagem de baunilha (para retirar as sementes fazer um corte longitudinal na vagem e raspar as sementes do seu interior). Mexer bem com uma vara de arames.

Forrar uma forma redonda com papel vegetal e deitar a massa na forma. Levar ao forno cerca de 40 minutos ou até um palito sair limpo.

Deixar arrefecer bem antes de desenformar. Reservar.


Para a cobertura:

1 cup (chávena) de tâmaras biológicas, previamente demolhadas durante algumas horas
1/4 cup (chávena) de cacau cru em pó
1/2 cup (chávena) de água fresca
1 colher de sopa de geleia de arroz (opcional)

Bater todos os ingredientes num processador de alimentos/robot de cozinha até obter uma textura cremosa. Reservar.


Finalização e decoração:

Com a ajuda de uma espátula espalhar a cobertura sobre o bolo. Decorar com frutos vermelhos e amêndoas picadas grosseiramente.




Vai atrás daquilo que te faz feliz






































Por vezes é difícil aceitar que o caminho que escolhemos não era o melhor para nós. A verdade é que me fui apercebendo ao longo dos 5 anos em que trabalhei em auditoria, que aquilo não me preenchia, não me realizava nem acrescentava algo mais à minha vida.

Sempre tive muitos sonhos, sonhos esses que estiveram hipotecados durante tanto tempo, pura e simplesmente por uma questão de comodismo e estabilidade. Porque tinha um salário certo ao final do mês, e principalmente porque era mais fácil não arriscar.

Mas o meu desejo sempre foi trabalhar por conta própria, criar algo meu, algo que tivesse realmente significado para mim, e que de alguma forma contribuísse para melhor a vida dos outros. Nunca senti isso na área financeira.

O veganismo foi para mim o impulso para ir atrás dos meus sonhos. Comecei a desejar partilhar aquilo que estava a viver com outras pessoas e a inspirá-las de alguma forma. Daí até criar A Cozinha Verde foi um passo. Encontrei o meu propósito de vida e lutei por ele. Tão simples quanto isto.

A minha rotina mudou drasticamente. Aprendi a trabalhar sozinha. Pelo facto de trabalhar muito a partir de casa, aprendi a organizar-me e a gerir da melhor forma o meu tempo.
Aprendi a não ter horários certos e a ter auto-disciplina. Aprendi a controlar a ansiedade e a aceitar a imprevisibilidade do meu trabalho.

Nada disto seria possível se não gostasse verdadeiramente do que faço. Se não vibrasse a todo o momento com isto. Se não sorrisse todos os dias pelas palavras bonitas e sentidas que ouço das pessoas que vou conhecendo nos workshops, que me fazem encomendas ou que me enviam mensagens e e-mails a pedir-me ajuda. 

Sinto que estou a fazer a diferença na vida de alguém. E por isso, tudo isto vale a pena.

"Overnight Oats" de Manteiga de Amendoim e Banana



Confesso que nunca liguei muito a papas. Não pelo sabor, mas sim pela textura. Gosto de trincar, da textura crocante.

Este portanto não é o meu pequeno almoço preferido, mas de vez em quando lá faço as famosas papas de aveia. Primeiro para variar um bocadinho, depois porque serve muito bem para aquelas manhãs em que não podemos perder tempo a preparar o pequeno almoço. Faz-se à noitinha, antes de deitar, e quando acordamos já o temos à nossa espera.

Esta receita foi uma agradável surpresa. Muito por culpa da manteiga de amendoim, que adoro. Acho que estou capaz de a repetir mais vezes.

A ideia das "overnight oats" (aveia de um dia para o outro) é basicamente misturar os flocos de aveia com qualquer líquido (leite vegetal, chá, água) e deixar durante umas horas a aveia "cozer" sozinha. Depois os ingredientes extra ficam ao gosto de cada um. Mas a base é esta. Simple as that.

Outra dica é usar as sementes de chia, porque quando estas sementes são demolhadas, incham e formam uma espécie de gelatina, o que vai trazer ainda mais consistência às papas (ou a qualquer outra receita onde as utilizem, desde que misturadas com algum líquido).

Esta receita é portanto uma dose de energia pura.

Nota: Eu não gosto das papas muito líquidas (sim, sou esquisita com estas coisas!), portanto estas ficam bem consistentes. Mas se gostarem delas mais líquidas, basta ajustarem a quantidade de leite vegetal.

Vamos à receita?

"Overnight Oats" de Manteiga de Amendoim e Banana
Sem açúcar, Raw food
(Serve 2 pessoas)
Tempo de preparação: 10 minutos



Ingredientes
2 bananas maduras (1/2 cup/chávena)
1/4 cup/chávena de manteiga de amendoim natural
1 cup de flocos de aveia grossos
1 cup/chávena de leite de amêndoa não açucarado
1 colher de sopa de sementes de chia
1/2 colher de chá de cacau cru em pó
2 colheres de chá de geleia de arroz (ou outro adoçante natural da sua preferência)


-Toppings/cobertura
Fatias de banana
Pepitas de cacau cru com açúcar de coco (Exótico da Iswari Superfoods Portugal)
Sementes variadas



























Preparação:

Numa tigela média, esmagar as bananas com um garfo.
Juntar os restantes ingredientes e mexer, envolvendo tudo muito bem.
Dividir a mistura por taças de vidro individuais.
Guardar no frigorífico durante a noite (ou pelo menos 3 horas antes de servir).
Na altura de servir, mexer novamente e adicionar os toppings a seu gosto.

Bolachas integrais de Guaraná e Canela


Hoje trago-vos umas bolachas integrais energéticas e nutritivas. A canela já conhecemos bem, mas já ouviram falar dos benefícios do guaraná e do melaço? 


Guaraná
O guaraná, proveniente do Brasil, é uma das plantas mais ricas em cafeína! Estimulante e renovador, contribui para o aumento da resistência física e mental, retardando a fadiga e aumentando a rapidez e clareza dos pensamentos. 

Para além disso, estimula o apetite, combate o envelhecimento precoce, ajuda o organismo na desintoxicação do sangue, regula o ritmo cardíaco, combate a obesidade, a dispepsia (dificuldades digestivas) e a arteriosclerose. 

A planta do guaraná, considerada como adaptogénia (reforça o organismo), é utilizada para tratamento de enxaquecas e nevralgias, Também é utilizada como diurético e anti-diarreico.

Deve ser consumido com moderação, respeitando as doses diárias recomendadas (cerca de 1g/dia), visto que o seu consumo em excesso pode provocar alguma dependência, assim como o café.

Nota: Não deve ser consumido por mulheres grávidas ou a amamentar. 


Melaço de Cana
O melaço de cana funciona com um substituto do açúcar, e pode ser usado como adoçante em bebidas ou na elaboração de doçaria e pastelaria. É obtido a partir da cana de açúcar, sendo esta esmagada entre rolos e posteriormente comprimida de forma a libertar o sumo. 

Ao contrário do açúcar refinado, vazio de nutrientes, o melaço é um produto bastante energético e uma boa fonte de cálcio, magnésio, potássio e ferro. 


Bolachas integrais de Guaraná e Canela
Rende aprox. 15 bolachas
Tempo de preparação: 25 minutos


Ingredientes
1/4 chávena (cup) de açúcar integral de cana (mascavado)
1/2 colher de chá de bicabornato de sódio
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de guaraná em pó
uma pitada de sal marinho integral
2 a 3 colheres de sopa de melaço de cana
1/4 chávena (cup) de azeite extra virgem (ou óleo de girassol prensado a frio)
1 colher de sopa de sementes de linhaça moídas (misturar numa taça a linhaça com 3 colheres de água e reservar)
1 chávena (cup) de farinha de espelta integral


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180º.

Numa taça, junte o açúcar de cana, o bicabornato, a canela, o guaraná, o sal, o melaço, o azeite e a linhaça, e mexa bem com uma vara de arames. Junte a farinha e envolva, até formar uma massa consistente.

Com as mãos, molde pequenas bolinhas, até terminar a massa, e disponha-as num tabuleiro forrado com papel vegetal. 

Leve ao forno entre 12 a 15 minutos, até as bolachas aumentarem de tamanho e dourarem.

Retire do forno e deixe arrefecer completamente.

Crumble Integral de Aveia com Maçã, Canela e Gengibre
























Aveia

A aveia tem um perfil nutricional invejável. É um cereal completo, com inúmeros benefícios para a saúde.

Tradicionalmente, a aveia é conhecida como um alimento que dá força e vigor e, segundo alguns relatos históricos, os guerreiros Hunos e escoceses deviam a sua destreza física às papas de aveia.

Do ponto de vista nutricional é constituída por 60 a 70% de amido e outros hidratos de carbono.
É rica em proteínas vegetais (14%) e possui cerca de 7% de matérias gordas (lípidos), entre os quais uma significativa proporção de lecitina.
Rica em sais minerais como cálcio, ferro, potássio, magnésio, fósforo e sódio e em vitaminas do complexo B e  E, e fibras, é uma excelente fonte de energia para os desportistas.

O seu elevado teor de fibras (mais de 4%) facilita o trânsito intestinal. O conteúdo de fibras solúveis ajuda ainda a regular os níveis de glicose no sangue e o apetite, o que beneficia o controlo de peso, a acardiopatia e a diabetes.

Devido às suas propriedades tonificantes, é recomendada a desportistas e em estados de anemia, fraqueza e fadiga crónica. É igualmente muito benéfica quando introduzida na alimentação de crianças em fase de crescimento e mulheres grávidas ou a amamentar.

Ajuda também a equilibrar o sistema nervoso, pelo que é indicada para casos de depressão, nervosismo, insónia e esgotamento físico e mental.

Contribui para o fortalecimento dos ossos e dos dentes, é de fácil digestão e tem propriedades tranquilizantes e relaxantes.

A aveia contem glúten pelo que não é aconselhado o seu consumo a doentes celíacos.

Normalmente utiliza-se em flocos, farinha, grãos (descascados) e grãos germinados.

  • Contribui para estabilizar os níveis de açúcar no sangue (glicemia) 
  • Diminui a absorção de gordura
  • Melhora a saúde cardíaca (controlo do colesterol)
  • Controlo da pressão arterial
  • Ajuda a regular os intestinos
  • Estimula a produção de fibras elásticas e colagénio, prevenindo o envelhecimento
  • Eficaz no combate aos distúrbios do sono
  • Eficaz na gestão do peso



















Crumble Integral de Aveia com Maçã, Canela e Gengibre

Ingredientes
-Para a base
6 a 7 Maçãs biológicas, pequenas
1/2 colher de chá de Canela em pó
1/2 colher de chá de Gengibre em pó

-Para a cobertura
1/4 cup/chávena de Flocos de Aveia Integral Biológica
80 gramas de Farinha Integral
50 gramas de Margarina vegan (ou óleo de coco)
40 gramas de Açúcar Mascavado
1/2 colher de chá de Canela em pó
1/2 colher de chá de Gengibre em pó


Preparação:

Para a base
Descasque as maçãs e corte-as em pedaços pequenos.

Coloque as maçãs num tacho, junte 1/2 colher de chá de canela e 1/2 colher de chá de gengibre e leve ao lume baixo, cerca de 5 minutos. Disponha as maçãs num tabuleiro pequeno de ir ao forno (como o da foto) e reserve.

Entretanto, pré-aqueça o forno a 180º

Para a cobertura
Numa tigela, junte todos os ingredientes para a cobertura e amasse com as mãos, até obter uma massa arenosa.

Disponha a cobertura por cima das maçãs e leve ao forno, a 180º, entre 20 a 30 minutos, ou até a crosta estar dourada.

Sirva morno ou frio.

Chili com seitan
















serve 4 pessoas

Ingredientes
Um fio de azeite extra virgem
1 cebola grande, picada
2 dentes de alho, picados
250gr de seitan
2 cenouras, em rodelas finas
1/2 pimento vermelho, às tiras
6 tomates maduros, pelados e cortados em pedaços
1 colher de sopa de polpa de tomate
1 colher de chá de cominhos
1 colher de chá de paprika
Orégãos, q.b.
1 malagueta fresca, sem sementes, picada
300gr de feijão encarnado, cozido
1/2 cup (chávena) de milho
Molho de soja, q,b,
Pimenta preta moída na hora, a gosto


Preparação:

Num processador de alimentos/picadora, pique o seitan. Reserve. Num tacho, salteie a cebola e o alho num fio de azeite, em lume médio alto.

Junte o seitan e tempere com os cominhos, a paprika, os orégãos, o molho de soja e a pimenta preta moída na hora. Adicione a cenoura, o pimento e a malagueta, e salteie mais um pouco. Deixe o seitan absorver bem todos os sabores, mexendo ocasionalmente.

De seguida, junte o tomate e a polpa de tomate. Deixe cozinhar uns minutos.

Finalmente, junte o feijão encarnado, previamente cozido, e uma chávena de água, e deixe cozinhar lentamente, em lume médio baixo, até a cenoura estar cozida.

Antes de desligar o lume, acrescente o milho e envolva tudo muito bem.

Sirva com arroz integral polvilhado com sementes.


Nota: 
Durante a cozedura, acrescente um pouco mais de água se necessário, para que o feijão não agarre ao fundo do tacho.

Barras energéticas de Alperce, Amêndoa e Avelã | sem açúcar, vegan

















Estas barras são um boost de energia para o corpo! Práticas para levar para qualquer lado, são uma opção saudável às barras industrializadas. Fáceis de fazer, podem ser congeladas individualmente, e consumidas sempre que nos apetecer.

Barras energéticas de Alperce, Amêndoa e Avelã
sem açúcar, vegan
Rende aproximadamente 12 barras grandes
Tempo de preparação: 60 minutos

Ingredientes
2 cups/chávenas de flocos de aveia finos
1/2 cup/chávena de flocos de quinoa
1/2 cup/chávena de avelãs
1/2 cup/chávena de amêndoas sem pele
Sementes de abóbora e sementes de cânhamo descascadas, q.b.
1 cup/chávena de alperces secos
1/3 cup/chávena de geleia de arroz
1 banana madura
1 cup/chávena de manteiga de caju
1 pitada de cacau cru em pó


Preparação:

Pré aqueça o forno a 160º.

Triture no processador de alimentos/picadora os alperces secos, juntamente com a geleia de arroz, a banana e a manteiga de caju.

À parte, pique grosseiramente as avelãs e as amêndoas. Coloque os pedaços numa tigela, e adicione as sementes, os flocos de aveia e de quinoa e uma pitada de cacau cru em pó.

Junte à mistura inicial e mexa, envolvendo tudo muito bem.

Forre uma forma com papel vegetal e de seguida, a mistura das barras. Prense com as mãos, até esta ficar lisa e de altura uniforme por toda a forma.

Leve ao forno, 20 a 25 minutos, até a crosta dourar.

Retire do forno e deixe arrefecer completamente à temperatura ambiente.

Corte as barritas com uma faca.

Guarde-as num recipiente fechado no frigorífico, até uma semana, ou congele-as individualmente.

A "dieta" que mudou a minha vida


Há um ano e meio atrás, tomei uma decisão que mudou o rumo da minha vida. Uma decisão que me transformou por fora e por dentro. Que me tornou mais humana. Mais apaixonada. Mais saudável. Mais feliz. Uma decisão que me fez descobrir o meu propósito de vida. Que me fez descobrir a mim mesma. Há um ano e meio atrás, tomei a decisão de ser vegan.

Para mim, ser vegan é ter compaixão por todos os seres sencientes que vivem neste mundo. É descobrir que, apesar das nossas diferenças, existe uma coisa que nos une a todos: o direito à vida. E foi por este motivo que passei a fazer uma alimentação estritamente vegetariana e que eliminei do meu estilo de vida tudo aquilo que de alguma forma causasse sofrimento animal. Continuo a perguntar a mim mesma porquê aquele dia, porque não mais cedo, ou mais tarde. 

Estou convencida de que todos nós temos um momento para despertar. E aquele foi o meu momento.  O momento em que questionei tudo aquilo que me tinha sido ensinado desde que nasci. O momento em que descobri, por mim mesma, que nada daquilo fazia sentido para mim. Que não queria, nem podia, continuar a fechar os olhos a toda a crueldade que existia à minha volta, e da qual eu fazia parte.

Rapidamente descobri os benefícios que a alimentação vegan poderia trazer à minha saúde. Há um ano e meio que não tomo medicamentos nem fico doente. Sinto-me rejuvenescida e cheia de energia. Perdi os 10 quilos que tinha a mais. A minha pele está constantemente hidratada, o meu cabelo mais forte. E o meu corpo está nutrido, sem carências de qualquer tipo. Comecei a estudar bastante sobre nutrição, e descobri assim a minha paixão: a cozinha. Descobri uma alimentação saudável, criativa, deliciosa e bonita. Que faz bem ao meu corpo e à minha mente. Que me deixa feliz e da qual consigo retirar o máximo prazer, sem causar sofrimento.

Para explicar sucintamente a alimentação que faço, aproximadamente 80% da minha ingestão calórica diária é feita através de frutas, legumes, leguminosas, cereais integrais e oleaginosas. Alimentos puros e frescos, no seu estado natural e preferencialmente biológicos. Na restante percentagem incluo alguns alimentos processados, como os leites, queijos e iogurtes vegetais, açúcares não refinados (aqui a geleia de agave ou de arroz são as minhas alternativas preferidas), farinhas e pão integral, azeite e óleos não refinados (prensados a frio), molho de soja, tofu e seitan, entre outros exemplos. A ideia é comer os alimentos o mais próximo possível do seu estado natural, sem químicos, corantes ou adoçantes, e sempre de origem vegetal.
Com esta alimentação, consigo todos os nutrientes que o meu corpo precisa para funcionar corretamente e ser saudável. O truque é fazer uma alimentação o mais variada possível, sem cair no erro de consumir sempre os mesmos alimentos.  Para além disso, bebo bastante água e chás. Eliminei os refrigerantes e bebidas com álcool só em ocasiões especiais.

O meu objetivo com este post não é fazer com que tomem a decisão que eu tomei, porque como disse atrás, acredito que todos nós temos o nosso momento de despertar, e esse momento é só nosso, e tem de partir de nós. O meu objetivo é somente incentivá-los a descobrir esta alimentação, a experimentá-la e a sentir na pele todos os benefícios que ela nos pode trazer.
Porque, como costumo dizer: “nós somos o que comemos”.

Molho de Queijo (sem queijo!) | My favourite Vegan Cheese Sauce





































Um dos desafios da minha alimentação é encontrar alternativas vegan e saudáveis para as coisas que comia anteriormente e que à partida não teriam substituição...como o molho de queijo.

Tem sido muito giro descobrir as inúmeras coisas que conseguimos fazer recorrendo a ingredientes menos convencionais. Neste campo, os cajus têm muito protagonismo na minha cozinha... entram nos bolos e sobremesas, e nos molhos, como este de queijo (sem queijo!), o meu preferido!

Faz-se em 5 minutos, sem recorrer ao fogão, é nutritivo, saudável, e acima de tudo, delicioso!! Podem usá-lo em massas, pizzas, hambúrgueres, saladas, ou como dip com tostas, crackers ou vegetais crus.

Molho de Queijo(sem queijo!)
(serve 4 pessoas)
tempo de preparação: 5 minutos

Ingredientes
6 colheres de sopa de Cajus (sem sal)
3 colheres de sopa de Farinha
3/4 cup/chávena de Leite Vegetal (amêndoas ou soja)
4 a 6 dentes de Alho (ou alho em pó q.b.)
1 colher de chá (cheia) de Mostarda Dijon
1,5 colher de sopa de Levedura de Cerveja
Sal Marinho q.b.
Pimenta branca moída na hora q.b.
1,5 colher de sopa de Azeite Extra Virgem


Preparação:

Triture os cajus num processador de alimentos/picadora, até ficarem reduzidos a farinha.

Adicione os restantes ingredientes, e triture até obter uma consistência cremosa. Prove e ajude os temperos a seu gosto.

Use este molho nos seus pratos preferidos!

Bolo integral de Chocolate, Abacate e Banana e um pedido de desculpas



























Desta vez aventurei-me a fazer um bolo com abacate. O resultado surpreendeu-me, ficou delicioso! Húmido e macio por dentro, com uma crosta crocante por fora. A ideia foi aproveitar uns abacates e bananas esquecidos na fruteira, já bastante maduros. Achei que a ligação da banana e do abacate seria interessante. Depois acrescentei o cacau cru, para dar "aquele toque" especial e guloso.

Mais uma vez, tentei que o bolo fosse o mais saudável possível, sem farinhas e açúcares refinados.

Já há algum tempo que não trazia nenhuma receita nova para vocês. Não por falta de vontade (que eu por mim passava os dias na cozinha a experimentar receitas), mas a verdade é que o tempo para novas aventuras entre tachos e panelas tem sido praticamente inexistente nas últimas semanas. Entre os preparativos para os workshops da A Cozinha Verde (o primeiro é já na próxima quinta-feira!!), as encomendas, os eventos e mais uns projetos nos quais ando a trabalhar e que em breve vão ficar a conhecer, o pouco tempo que me sobra é dedicado à lide doméstica, ao desporto e à família. Também por este motivo é que decidi fazer um super giveaway na página de facebook, em jeito de agradecimento pelos mais de 6000 seguidores desta cozinha! A todos vocês, muito obrigada!

E agora vamos ao que interessa...

Nota: Ainda estão dois giveaway a decorrer, aqui e aqui.


Bolo integral de Chocolate, Abacate e Banana

Ingredientes
2 Bananas médias, maduras
1 Abacate grande, maduro
2 cups (chávena) de Farinha de Trigo Integral
1 cup (chávena) de açúcar Mascavado (ou açúcar de coco)
1/4 cup (chávena) de óleo de Girassol bio, não refinado e prensado a frio (podem também usar azeite extra virgem bio ou óleo de coco)
1 colher de chá de sumo de Limão, espremido na hora
1 colher de sopa de sementes de Linhaça moídas + 3 colheres de sopa de água
1/4 cup (chávena) de Cacau Cru em pó (usei o da Iswari)
1 colher de chá de Fermento
1 colher de chá de Bicabornato de Sódio
uma pitada de sal marinho




























Preparação:

Pré-aquecer o forno a 175º. Forrar uma forma (tipo pão de forma) com papel vegetal.

Numa tigela pequena, juntar as sementes de linhaça moídas e a água, e misturar bem. Aquecer (no microondas ou em banho maria) durante alguns segundos, até obter uma consistência gelatinosa. Reservar.

Num processador de alimentos/batedeira/liquidificadora, bater o abacate e a banana até obter um creme homogéneo. Ao preparado, juntar todos os ingredientes líquidos e incorporar (óleo vegetal, sumo de limão e a mistura de linhaça).

Numa tigela média, juntar a farinha, o açúcar, o fermento, o bicabornato de sódio, o sal e o cacau cru em pó.

Com cuidado, juntar os ingredientes líquidos aos secos e misturar bem com uma vara de arames, até obter uma massa consistente e homogénea.

Transferir a massa para dentro da forma e levar ao forno, 30 a 45 minutos, ou até um palito sair limpo.

Deixar arrefecer 10 a 15 minutos antes de desenformar.












Show Cooking "Entradas e Sobremesas sem glúten e sem açúcar" | Um evento ao ritmo do seu coração


Um Evento ao Ritmo do Seu Coração

No passado dia 17 de Maio de 2014, estive presente num evento organizado pela Get Zen - Events for Life. O coração foi o tema central deste evento, que decorreu em Lisboa e juntou profissionais de várias áreas, com um objetivo comum: inspirar e sensibilizar para a adoção de hábitos saudáveis e equilibrados!

Viveram-se várias experiências, tertúlias, degustações, terapias e partilhas... Num ambiente carregado de energia positiva!

Foto por: correromundo.com
Show Cooking 
"Entradas e Sobremesas sem Glúten e sem Açúcar"

Eu por lá andei, a absorver toda aquela energia, a receber toda a inspiração daqueles que estavam presentes e a partilhar a minha própria vivência e experiência.

Deixo-vos algumas fotos e um vídeo do Show Cooking que tanto prazer me deu fazer nesse dia. Com a ajuda da Patrícia, demonstrámos como é tão fácil comer de forma saudável, sem abdicar em momento algum do sabor. Como, com alguns ingredientes "mágicos", se podem criar sobremesas, snacks e entradas rápidas, saudáveis e nutritivas, e acima de tudo muito saborosas!

Porque, e não me canso de repetir, "nós somos o que comemos".




Foto por notguiltypleasure.blogspot.pt
E aqui fica um pequeno vídeo do Show Cooking, para abrir o apetite!

A propósito, subscrevam o canal Youtube da A Cozinha Verde, que muito em breve vamos lançar novidades DELICIOSAS em vídeo para todos vocês!

Vídeo: MAGNETIKLOFT Audiovisuais
Apoio: Celeiro


Para quem ficou com vontade de correr para a cozinha depois de ver este vídeo, aqui ficam duas das receitas feitas no Show Cooking:

Trufas de Frutos Secos e Sementes (sem glúten, sem açúcar, raw)*
Guacamole (sem glúten, raw)
* No show cooking fiz estas trufas com amêndoas, mas sintam-se à vontade para as fazer com os frutos secos que preferirem!

Comer doces sem culpas? Sim, é possível | Tarte de Mousse de Cacau e Abacate





















(O post de hoje é dedicado a todos os gulosos e devoradores de coisas doces)

A temática dos doces, bolos e afins foi aquela que mais me preocupou quando mudei a minha alimentação. Eliminar todos os ingredientes de origem animal do meu prato, significava abdicar de todas aquelas coisas boas e com ótimo aspeto que antigamente devorava como se não houvesse amanhã. Nunca mais iria comer um bolo de aniversário ou uma mousse de chocolate. Ou qualquer doce em geral. Felizmente, esta ideia durou apenas umas horas, o tempo necessário para pesquisar alternativas 100% vegetais para colmatar o meu desejo constante por coisas doces.

Pelo caminho, aconteceram duas coisas:

Primeiro, descobri que se fazem bolos e doces maravilhosos, sem ovos, ou quaisquer ingredientes de origem animal. Encontrei as natas vegetais, os queijos vegetais, os leites vegetais, as “manteigas” vegetais, as gelatinas vegetais. Aprendi técnicas para substituir os ovos na pastelaria. Enfim, descobri (e testei) que é possível recriar qualquer bolo ou doce que queiramos, com alternativas vegetais que são tão ou mais saborosas.

Segundo, descobri que se fazem bolos e doces maravilhosos, sem ovos, ou quaisquer ingredientes de origem animal, e com o bónus de serem saudáveis, sem açúcar, farinhas ou outros ingredientes que prejudiquem a nossa saúde.

É verdade que o açúcar não refinado é vegan, assim como as farinhas. Mas também é verdade que não nos fazem bem, e que devem ser evitados na maior parte das vezes. E assim começou, aos poucos, a minha aventura pelo mundo da doçaria saudável.

Descobri que era viciada em açúcar (está provado que o açúcar vicia, tal como o tabaco ou o álcool), e que quanto mais açúcar entrava no meu organismo, mais tinha vontade de comer. Fui descobrindo que grande parte dos produtos que compramos processados tem açúcar adicionado, por exemplo.

Aos poucos, com a mudança de alimentação, e ao incluir muita fruta e vegetais no meu prato, comecei a sentir-me mais saciada às refeições. Comecei  assim a largar o açúcar aos poucos. Cortei os refrigerantes. Comecei a comprar cada vez menos produtos processados. E a comer doces (com açúcar), cada vez com menos frequência.

Se me apetecia algo doce, ia comer umas tâmaras, uma banana ou um prato de morangos. Naturalmente, o meu corpo deixou de pedir tanto açúcar. E descobri assim o prazer de comer doces, sem culpas.
Comecei a pesquisar mais e mais sobre sobremesas saudáveis, que fossem deliciosas e bonitas, mas também saciantes e nutritivas. Descobri então as trufas de frutos secos, as mousses de cacau, as barritas de aveia, entre tantas outras coisas.

Esta Tarte de Mousse de Cacau e Abacate é um bom exemplo dessas sobremesas boas que nos fazem sentir bem, por dentro e por fora. Não tem açúcar. Não tem farinhas. Não tem glúten. Mas tem cor, textura e sabor. Tem fibras, vitaminas, proteínas, ferro, cálcio, potássio, antioxidantes. E tem vida.


















Tarte de Mousse de Cacau e Abacate 
Sem açúcar, sem glúten, crudívora
Rende aproximadamente 8 fatias
Tempo de preparação: 15 minutos


Ingredientes
-Base
1 chávena (cup) de Cajus neutros, sem sal, demolhados na noite anterior
1 chávena (cup) de Tâmaras, descaroçadas e demolhadas pelo menos 10 minutos antes
1 mão cheia de Flocos de Côco
1 mão cheia de mistura de Sementes (Chia, Sésamo e Papoila)
½ mão cheia de Arandos Vermelhos, secos

-Recheio
2 Abacates pequenos,  maduros
1 Banana, madura
4 colheres de sopa de Cacau Cru em pó
3 colheres de sopa de Geleia de Agave
1 colher de sopa de Óleo de Côco
Leite de Amêndoas, a gosto, para ajustar a consistência

-Cobertura/finalização
Flocos de Côco, a gosto
Pepitas de Cacau Crau




























Preparação:

Base
Triture os cajus num processador de alimentos/picadora.
Junte as tâmaras, os flocos de côco, as sementes e os arandos vermelhos e triture novamente, até todos os ingredientes estarem bem envolvidos e formarem uma massa moldável.

Recheio
Aqueça uns segundos o óleo de côco até este derreter quase completamente.
Num processador de alimentos/picadora, junte os abacates e a banana cortados em pedaços, o cacau cru em pó, a geleia de agave e o óleo de côco e triture tudo muito bem, até todos os ingredientes estarem bem envolvidos e obter a consistência desejada de mousse.
Se necessário, acrescente um pouco de leite de amêndoas para ajustar a consistência.

Finalização
Numa tarteira pequena (cerca de 20 cm), deite a massa e pressione com as mãos, de forma a que esta se adapte à sua largura e fique bem distribuída.
Deite por cima da base a mousse de cacau e abacate (recheio) e distribua uniformemente pela tarteira.
Leve ao frigorífico pelo menos 30 minutos antes de servir, para ganhar firmeza.

Na hora de servir a tarte, desenforme-a com cuidado e finalize a cobertura com flocos de coco e pepitas de chocolate cru.